O Maior Tesouro da Igreja
- Éden Publicações

- 3 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Cristo é o bem maior do cristão. Tudo na vida da igreja existe para que Ele seja amado e obedecido. Quando Cristo ocupa o lugar que Lhe pertence, a igreja se torna um povo forte. Quando Ele sai do centro, tudo se desordena.
Vivemos uma crise silenciosa, muitos crentes amam a Cristo, mas praticam a fé sem o corpo, quase inteiramente digital, desconectada de irmãos reais, de mesa real, de lágrimas reais. Outros se relacionam com a igreja como consumidores: escolhem, trocam, avaliam e descartam conforme gostos pessoais. Em paralelo, congregações bem-intencionadas têm deslizado da simplicidade da devoção a Cristo para a lógica do espetáculo: mais luz, menos oração; mais estratégia, menos Escritura; mais engajamento de curto prazo, menos santidade perseverante.
Isso aparece em sinais claros:
A pregação deixa de expor a Escritura para “usar” a Bíblia como ilustração de mensagens motivacionais. O povo sai animado, mas não enraizado (sem raiz, vem o vento das provações e tudo tomba).
O culto se torna um evento de distrações, com luzes brigando pela atenção, músicas que cultuam o eu, e irreverência.
A membresia se dilui, sem pertencimento, sem disciplina, sem compromisso e cuidado mútuo.
O resultado é previsível: comunidades cansadas, fé rala, vínculos frágeis. Temos atividades, mas pouco arrependimento; temos opinião, mas pouca sabedoria; temos alcance, mas pouco fruto que permanece.
Essa é a raiz da problemática: quando Cristo deixa de ser Tesouro, substituímos o ouro do evangelho por causas baratas. Funciona por um tempo, mas corrói por dentro.
Como retornar? O caminho não passa por mais novidades, e sim por recuperar as coisas antigas e sempre novas que Deus determinou para a vida do Seu povo.
Palavra no centro: não é discurso sobre a Bíblia, é a Bíblia falando com autoridade.
Oração perseverante e intencional (confissão de pecados, intercessão, gratidão…).
Disciplina dentro e fora do culto.
Hospitalidade e vida comum: mesas e casas abertas para partilha da fé e da vida.
Nada disso é glamouroso… É lento, exige arrependimento e requer coragem para dizer alguns “não” a modismos sedutores. Mas esse é o caminho da saúde, porque é o caminho em que Cristo volta a ser o Tesouro e a igreja, Seu povo.
É o caminho em que Cristo toma o Seu devido lugar de honra.
Perseverar nesse retorno produz frutos reconhecíveis: pregação que consola e confronta, orações que aquecem a fé, Ceia que nos humilha e alegra, relacionamentos onde pecados são confessados e perdoados, jovens discipulados por irmãos e irmãs mais velhos, famílias fortalecidas, e sociedades transformadas.
Isso é suficiente, porque Cristo é suficiente.
Se você concorda que precisamos retornar a reconhecer o Tesouro que nos salvou, vai amar a série de estudo bíblico da Éden+, “Cristo Nosso Tesouro”.
Nessa série, você é convidado a retornar à Palavra de Deus para descobrir a beleza de Cristo, refletir sobre o papel da igreja local e vida cristã e aprender o que Deus diz sobre o propósito de cada corpo de crentes: valorizar Cristo acima de tudo, juntos.




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