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O Maior Tesouro da Igreja

Cristo é o bem maior do cristão. Tudo na vida da igreja existe para que Ele seja amado e obedecido. Quando Cristo ocupa o lugar que Lhe pertence, a igreja se torna um povo forte. Quando Ele sai do centro, tudo se desordena.


Vivemos uma crise silenciosa, muitos crentes amam a Cristo, mas praticam a fé sem o corpo, quase inteiramente digital, desconectada de irmãos reais, de mesa real, de lágrimas reais. Outros se relacionam com a igreja como consumidores: escolhem, trocam, avaliam e descartam conforme gostos pessoais. Em paralelo, congregações bem-intencionadas têm deslizado da simplicidade da devoção a Cristo para a lógica do espetáculo: mais luz, menos oração; mais estratégia, menos Escritura; mais engajamento de curto prazo, menos santidade perseverante.


Isso aparece em sinais claros:

  1. A pregação deixa de expor a Escritura para “usar” a Bíblia como ilustração de mensagens motivacionais. O povo sai animado, mas não enraizado (sem raiz, vem o vento das provações e tudo tomba).

  2. O culto se torna um evento de distrações, com luzes brigando pela atenção, músicas que cultuam o eu, e irreverência.

  3. A membresia se dilui, sem pertencimento, sem disciplina, sem compromisso e cuidado mútuo.


O resultado é previsível: comunidades cansadas, fé rala, vínculos frágeis. Temos atividades, mas pouco arrependimento; temos opinião, mas pouca sabedoria; temos alcance, mas pouco fruto que permanece. 


Essa é a raiz da problemática: quando Cristo deixa de ser Tesouro, substituímos o ouro do evangelho por causas baratas. Funciona por um tempo, mas corrói por dentro.


Como retornar? O caminho não passa por mais novidades, e sim por recuperar as coisas antigas e sempre novas que Deus determinou para a vida do Seu povo.


  1. Palavra no centro: não é discurso sobre a Bíblia, é a Bíblia falando com autoridade.

  2. Oração perseverante e intencional (confissão de pecados, intercessão, gratidão…).

  3. Disciplina dentro e fora do culto.

  4. Hospitalidade e vida comum: mesas e casas abertas para partilha da fé e da vida.


Nada disso é glamouroso… É lento, exige arrependimento e requer coragem para dizer alguns “não” a modismos sedutores. Mas esse é o caminho da saúde, porque é o caminho em que Cristo volta a ser o Tesouro e a igreja, Seu povo.


É o caminho em que Cristo toma o Seu devido lugar de honra.

Perseverar nesse retorno produz frutos reconhecíveis: pregação que consola e confronta, orações que aquecem a fé, Ceia que nos humilha e alegra, relacionamentos onde pecados são confessados e perdoados, jovens discipulados por irmãos e irmãs mais velhos, famílias fortalecidas, e sociedades transformadas.


Isso é suficiente, porque Cristo é suficiente.

Se você concorda que precisamos retornar a reconhecer o Tesouro que nos salvou, vai amar a série de estudo bíblico da Éden+, “Cristo Nosso Tesouro”


Nessa série, você é convidado a retornar à Palavra de Deus para descobrir a beleza de Cristo, refletir sobre o papel da igreja local e vida cristã e aprender o que Deus diz sobre o propósito de cada corpo de crentes: valorizar Cristo acima de tudo, juntos.



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