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Será que o Grupo Moderno de Jovens é Contrário à Bíblia?

Durante décadas, a igreja contemporânea observou em silêncio um êxodo crescente: dois terços dos jovens que crescem em lares cristãos estão abandonando a fé ao atingir a idade adulta.


Pastores se perguntam o que está acontecendo. Pais se culpam ou se conformam. Líderes tentam criar estratégias mais criativas para reter os jovens. Mas e se o problema não for a falta de atratividade?


E se o problema for justamente o modelo que construímos?

Ao longo dos últimos 50 anos, a igreja tomou para si a tarefa que Deus confiou aos pais. Criamos ministérios separados, departamentos por faixa etária, eventos e programações voltadas para manter cada geração entretida e “envolvida”. Mas o envolvimento não é sinônimo de discipulado.


Biblicamente, o discipulado é multigeracional e centrado na família. A responsabilidade é intransferível.

Mas o que vemos hoje é o oposto: pais que amam a Deus, mas que se sentem incapazes de ensinar seus filhos, terceirizando tudo — desde o ensino bíblico até a formação do caráter.


Essa estrutura de terceirização fragilizou tanto as famílias quanto a igreja. Ao separar filhos dos pais nos momentos mais sagrados — como o culto — e ao criar uma cultura onde os jovens sempre aprendem apenas entre si, quebramos o fluxo natural do discipulado e ignoramos o exemplo bíblico.


A falácia da segregação por idade


Crianças em uma sala. Adolescentes em outra. Jovens em mais uma. Adultos no templo. Essa tem sido a configuração dominical de muitas igrejas. E o que se tornou normal, infelizmente, não é bíblico.


Na Bíblia, quando o povo de Deus se reúne, ele se reúne como um só povo.

Em Neemias 8, por exemplo, a leitura pública da Lei acontece diante de homens, mulheres e todos os que podiam entender. O mesmo padrão aparece em textos como Deuteronômio 31.12 e Josué 8.35.


O culto era intergeracional. A comunhão também.


O problema, portanto, não está em jovens se reunirem para estudar ou conviver. Tampouco em crianças terem um momento pedagógico ocasional e complementar. O problema é quando isso se torna um sistema permanente, substituindo a comunhão dos filhos com os pais no momento mais central da vida cristã: o culto ao Senhor.


Esse tipo de estrutura ensina sutilmente que a adoração “de verdade” é para os adultos, e que jovens e crianças só aprenderão em espaços próprios. O resultado é desastroso: os filhos não desenvolvem maturidade espiritual real. E quando saem desses ambientes, não migram para o culto — simplesmente abandonam a igreja.


O culto é o centro da vida cristã — e deve refletir o corpo de Cristo


O culto dominical não é uma programação a mais. É o ápice da nossa vida espiritual. É onde a Palavra é proclamada, a Ceia do Senhor é ministrada e o povo de Deus se apresenta como uma só família para adorar o Pai.


Separar as gerações nesse momento é separar aquilo que Deus uniu. É impedir que os filhos vejam seus pais orando, cantando, se arrependendo, chorando e se alegrando diante de Deus. É roubar dos mais novos a oportunidade de aprender com os mais velhos, e dos mais velhos a alegria de discipular e acolher os mais novos.


Precisamos, com urgência, abandonar os modelos baseados em eficiência e entretenimento, e retornar ao modelo baseado na Palavra: discipulado familiar e adoração comunitária.


Pais ensinando filhos. Igreja reunida como corpo. Gerações unidas na fé. Esse é o caminho bíblico. Esse é o caminho seguro.


Um alerta necessário: o documentário “Divididos”


Todo esse diagnóstico pode parecer forte mas é exatamente o que você verá exposto de forma clara, corajosa e profundamente bíblica no novo documentário da Éden+, “Divididos”.


O filme mostra como o abandono da fé pelos jovens está diretamente ligado à forma como a igreja fragmentou a família e terceirizou o discipulado.


Veja o que igrejas têm feito para atrair jovens com atrações antibíblicas, usando do exagero para mantê-las nas congregações, ao invés de voltar ao Evangelho.


Se você deseja refletir, reformar e reconstruir... “Divididos” é um excelente ponto de partida. 

Assista. Reúna sua família. E prepare-se para ser confrontado e encorajado à fidelidade.



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